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                                                   Homem de fogo, pode chamar-se Santo Elias, o Profeta de Deus, cujo nascimento e linhagem a sagrada escritura oculta.

                                                   Seu nascimento na história, refere-o o Espírito Santo da forma mais insólita, com um laconismo sublime, pleno de alegria e majestade: “Levantou-se Elias Profeta do Fogo”; e na verdade a sua palavra era como um facho, que aquece e ilumina; seu coração, à semelhança do coração de Cristo, era uma fornalha ardente, e de fogo era a sua imaginação.

                                                   Alma caldeada pelos ardores do Espírito Divino, ele era puro, totalmente expurgado da escória terrena. Alma poderosa aos olhos de Deus, ele ordena ao céu que banhe a terra com a sua chuva, e esta cai em abundância; ele impera a morte e os mortos ressuscitam; ele pede justiça ao céu e do céu desce o fogo, e ao império de sua voz, da sua oração, termina o castigo de Deus, vindo chuva fertilizar os campos.

                                                   Pois foi este grande Profeta, arrebatado num carro de fogo e que reaparecerá nos últimos tempos para aplacar a ira de Deus, que se mostrou o sinal misterioso e glorioso da Virgem, o dogma que mais A enaltece, a coroa que mais A glorifica, a sua Imaculada Conceição. A devoção à Virgem do Carmo tem a sua origem nesta visão profética de Santo Elias.

                                                   Após o triunfo do verdadeiro Deus sobre os sacerdotes de Baal, no alto Monte Carmelo, Elias ordenou que esses falsos sacerdotes fossem conduzidos até à torrente de Cison, e aí degolou a todos.

                                                   Mas recordemos a cena bíblica do Carmelo: Elias mandou seu servo olhar para o firmamento do lado do mediterrâneo, uma. Duas, até sete vezes. Só na sétima vez é que o servo do profeta notou que uma pequena nuvem se elevava no céu. Então, Elias mandou dizer a Acob que partisse imediatamente, antes que a chuva o surpreendesse. E aquela nuvenzinha, tão pequena como a pegada de um homem, elevou-se em chuva copiosíssima.

                                                   Neste fato e nesta nuvem, viu Elias um anúncio profético e uma formosíssima semelhança de MARIA IMACULADA.

                                                   A minúscula nuvem ergue-se do mar, mas não é amarga como o oceano: a sua água é doce e fertilizará os campos. Ao ser concebida, Maria é logo cheia de graça, tal como a nuvem se enche de água; a nuvenzinha ergueu-se do mar, mas não tem as qualidades do mar: assim Maria nasce da natureza humana, corrompida pelo pecado original, mas nela há apenas a natureza e não a corrupção do pecado, pois o Redentor a preservou da culpa original em virtude da sua Paixão e Morte. O mistério da pequena nuvem vista por Santo Elias está autorizada pela tradição da Igreja e pela Liturgia do Ofício Divino da Festa de Nossa Senhora do Carmo.

                                                   São Metódio, mártir do ano 311, dizia numa de suas homilias: “O Profeta Elias, tendo tido conhecimento da pureza imaculada de Maria, imitando-a em espírito, conquistou para si uma coroa de glória aurifulgente”.

                                                   Para Santo Ambrósio, a Virgem estava de fato prefigurada naquela pequena nuvem, de que fala a Escritura.

                                                   Disse Santo Alberto Magno: “Maria é essa nuvem pequenina: pequena pela humildade, mas plena pela graça”.

                                                   A ordem Carmelita teve seu berço no Monte Carmelo, na Palestina, e seu espírito está caracterizado por dois elementos: sua origem italiana (Sto. Elias) e sua dedicação a Maria.

                                                   O monte Carmelo se eleva entre os confins da Galiléia e Samaria, na Palestina. Compõe-se por uma série de cadeias montanhosas que medem uns 30 km de comprimento por 12 de largura. O pico mais alto é 600 metros sobre o nível do mar, lugar este que é chamado sacrifício.

                                                   Carmelo significa graça e fertilidade. A Bíblia o pinta como uma torrente – a fonte de Elias – Elias o maior Profeta do Antigo Testamento. Para a maioria, o termo “Profeta” lembra, sobretudo, a idéia de um homem que anuncia o futuro. Na linguagem bíblica, no entanto, o profeta é um homem inspirado por Deus que comunica aos povos o pensamento e o querer divino.

                                                   Elias é o profeta que causou a mais profunda e duradoura impressão no povo de Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Sua vida se situa aproximadamente entre os anos 910 e 850 aC. Seu nome tem o significado de uma profissão de fé: significa “Javé é Deus”. Nasceu em Tesbis, na Transjordânia.

  Vários são os episódios que a Bíblia nos oferece sobre o Profeta Elias:

                                   a)      Elias por vontade de Deus, se esconde na torrente de Carit, onde os corvos lhe levam comida: 1Reis, 17, 2-6.

                                   b)      Em Sarepta de Sidon, Elias faz o milagre da farinha e do Azeite: 1Reis,  17, 7-16.

                                   c)      Em Sarepta, na mesma casa da mulher viúva, ressuscita a seu filho: 1Reis, 17, 17-24.

                                   d)      Elias é arrebatado ao céu num carro de fogo: 1Reis, 2, 1-18.

                                   e)      Vocação do Profeta Eliseu: 1reis, 19, 19-21. Eliseu sucessor de Elias. 2reis 2, 19-21.

 

Elias no Novo testamento: Vários livros o nomeiam, por exemplo:

 Mt 16, 13; 17, 1-12; 27,47. Lc 4, 25 e 9, 33.  Jo 1-21. São Tiago 5-17.

Elias é um dos poucos profetas com grande ressonância. Elias dizia:

“Eu me consumo de ZELO pelo SENHOR, o DEUS dos exércitos”.

“Vivo é o Senhor em cuja presença estou”.

“Elias surgiu como um fogo e sua palavra queimava como uma tocha”

(Eclo. 48, 1-12).

                                PRECE AO SENHOR JAVÉ

Vem, Senhor! Tua Face procuro...

Como a terra árida pela chuva anseia

assim meu ser por ti...

 

Vivo és senhor!

E em tua graça estou!

Na brisa leve me fala,

No Carit me dessedenta..

                                                                

Vem, Senhor! na aridez do deserto

Com o pão me alimenta

Fortalece-me na caminhada...

Vivo és, Senhor!

E teu zelo me consome

Na solidão quero encontrar-te

E descobrir-te no irmão...

 

Vem, Senhor, e ao clarão de tua face

se passe inteira a minha vida,

se opere a nossa união...

 

                                                               

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